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Wesley fora da Copa: o corte que muda os planos do Brasil de Ancelotti

Lesão no adutor tira Wesley do Mundial a dias da estreia. E Ancelotti surpreendeu: chamou o volante Éderson, não outro lateral.

Por Palestrino Gomes··3 min de leitura
Wesley fora da Copa: o corte que muda os planos do Brasil de Ancelotti
Wesley desabafa após corte da Seleção BrasileiraMaddie Meyer/Getty Images
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O Brasil perdeu um convocado a menos de uma semana da estreia na Copa do Mundo. Neste domingo, a comissão médica da Seleção reavaliou Wesley e o exame de ressonância confirmou lesão muscular no adutor da coxa esquerda. O corte foi oficializado na sequência — e a escolha do substituto diz muito sobre como Carlo Ancelotti pensa este time.

O corte e o comunicado da CBF

O lateral-direito de 22 anos, que vivia a expectativa da primeira Copa da carreira, sentiu a coxa ainda no primeiro tempo do amistoso contra o Egito, no sábado, e deixou o campo chorando, amparado pelos companheiros. A confirmação veio no dia seguinte. Em comunicado oficial, a CBF lamentou a perda do jogador:

"A ressonância magnética constatou lesão muscular no músculo adutor da coxa esquerda. (...) Wesley é um atleta querido pelo grupo e será sempre considerado parte desta equipe que busca o hexacampeonato mundial."

Não tem leitura esperta a fazer aqui: é o golpe mais duro que um jogador pode tomar na véspera de um Mundial. Esse capítulo merece respeito, e ponto.

Como a lesão aconteceu

O cenário foi o último teste antes da estreia: vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Egito, em Cleveland, com gols de Bruno Guimarães e de Endrick — cria da Academia do Palmeiras, que entrou no segundo tempo e resolveu de primeira, com assistência de Raphinha. Mas a notícia do jogo não foi o placar. Foi Wesley pedindo substituição antes do intervalo, com Danilo entrando na vaga, e a ressonância de domingo transformando a preocupação em corte.

Por que um volante no lugar de um lateral

A decisão que move a discussão: para a vaga de Wesley, Ancelotti convocou Éderson, volante da Atalanta, de 26 anos, que se apresenta à delegação nesta segunda-feira, nos Estados Unidos. Em vez de repor a lateral, o treinador reforçou o meio-campo.

Existe lógica na aposta. Danilo é o dono da posição e tem a confiança total do italiano; Éderson é um volante de intensidade, que dá opção num setor onde Copa do Mundo se decide. Versatilidade, hoje, vale mais do que posição fixa no papel.

Mas o risco é real: na prática, o Brasil disputará o Mundial com um lateral-direito de ofício no grupo. Qualquer problema físico com Danilo ao longo de uma campanha de até sete jogos transforma a posição em improviso — e improviso em jogo de Copa costuma cobrar caro.

O que muda para a estreia contra o Marrocos

O Brasil estreia no sábado, dia 13, contra o Marrocos, em Nova Jersey. O adversário não é freguês: semifinalista da Copa passada, forte na transição e veloz pelos lados — exatamente o tipo de seleção que castiga lateral mal encaixado.

Com o corte, a lateral direita vira o ponto de atenção número um do time, enquanto Éderson entra na briga por minutos no meio. Mudança de peça, mudança de plano: menos profundidade pela direita, mais músculo por dentro. Se Danilo atravessar a Copa inteiro, ninguém vai lembrar dessa discussão. Se não atravessar, a decisão deste domingo vira a pauta mais quente do Mundial.

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