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Palmeiras na Copa do Mundo: a colônia do Verdão chega voando

Sete palmeirenses em quatro seleções, Arias decidindo pela Colômbia e uma dúvida no Uruguai: o guia do Verdão na Copa do Mundo.

Por Palestrino Gomes··4 min de leitura
Palmeiras na Copa do Mundo: a colônia do Verdão chega voando
Imagem gerada por Inteligência Artificial
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Sete na Copa, e nenhum pelo Brasil

O Palmeiras vai colocar mais gente na Copa do Mundo do que qualquer outro clube brasileiro. São sete palmeirenses confirmados, espalhados por quatro seleções diferentes, com um oitavo ainda batendo na porta. É a maior delegação do clube na história em um Mundial — mais do que os seis que o Verdão emprestou à Seleção Brasileira em 1974.

A diferença para aquela época está no mapa. Em 1974, eram todos brasileiros. Agora, a Academia virou exportadora para o mundo inteiro: paraguaios, uruguaios, um colombiano e a dupla argentina. E o detalhe que dá o tom desta Copa é que nenhum deles vai aos Estados Unidos para fazer número. Vários chegam como titulares e protagonistas das suas seleções.

Jhon Arias chega voando

O nome mais quente da colônia é o de Jhon Arias. No último amistoso da Colômbia antes do Mundial, contra a Jordânia, o meio-campista entrou em campo e fez os dois gols da vitória por 2 a 0. O primeiro saiu de um passe de James na entrada da área, com Arias se ajeitando no susto antes de mandar para o fundo; o segundo, de cabeça, num cruzamento na medida.

Não é pouca coisa: é o tipo de atuação que coloca um jogador no centro do projeto da seleção a poucos dias da estreia. E o palco não será fácil. A Colômbia caiu no grupo de Portugal e estreia no dia 17. Para o Verdão, ver um dos seus decidindo contra esse nível de adversário é exatamente o que se espera de quem saiu daqui valorizado.

O Paraguai abre a campanha palestrina

Quem entra em campo primeiro, porém, não é a Colômbia. É o Paraguai — e o Paraguai parece uma filial do Palmeiras. São três alviverdes no grupo: Gustavo Gómez, capitão e xerife da defesa; Ramón Sosa pelas pontas; e Maurício no meio-campo. No último teste, a seleção paraguaia goleou a Nicarágua por 4 a 0, com Gómez comandando a zaga do mesmo jeito que faz no Allianz.

A estreia é das mais pesadas: sexta-feira, 12 de junho, contra os donos da casa, os Estados Unidos. Jogar contra o país-sede, com o estádio inteiro empurrando o adversário, é prova de fogo. Mas, se há um jogador que não treme nesse tipo de noite, é justamente o capitão paraguaio.

Uruguai: a dúvida chamada Piquerez

O Uruguai de Marcelo Bielsa levou dois palmeirenses: Emiliano Martínez no meio e Joaquín Piquerez na lateral. E é aí que mora a única preocupação real da colônia.

Piquerez se machucou com gravidade no tornozelo em um amistoso em março, contra a Inglaterra, e praticamente não jogou desde então. O Palmeiras o liberou mais cedo para que terminasse a recuperação junto da seleção. Ou seja: ele chega a uma Copa do Mundo sem ritmo de jogo. É um dos melhores laterais-esquerdos que passaram pela Academia nos últimos anos, e com ele inteiro o Uruguai ganha muito. A questão é se haverá tempo de pegar ritmo em um grupo duro, que ainda conta com a Espanha. Essa é a ficha que ninguém consegue cravar antes da bola rolar.

Argentina: Flaco e o sonho de Giay

Fecha a lista a atual campeã do mundo. Flaco López está no grupo de Lionel Scaloni e entrou no segundo tempo do amistoso contra Honduras. E há a novela de Agustín Giay: o lateral não estava entre os 26 oficiais, mas a sequência de lesões nos laterais argentinos abriu a porta. Convocado para os treinos e amistosos finais, ele jogou os 90 minutos contra Honduras e foi bem. Se for confirmado de vez, será o oitavo palmeirense em uma Copa do Mundo.

Vale a leitura fria: o clube que mais coloca jogadores neste Mundial é o mesmo que o técnico da Seleção Brasileira fez questão de ignorar. Dá para reclamar — ou aproveitar o lado bom, que é ter verde espalhado por quatro seleções em vez de torcer por uma só.

O que esperar

Resumo da colônia: Arias chega voando e pode ser o nome da Colômbia; o trio do Paraguai abre tudo na sexta contra os Estados Unidos, com Gómez de xerife; Flaco e, quem sabe, Giay defendem a campeã do mundo; e Piquerez é a incógnita por causa do tornozelo. São sete — talvez oito — motivos para o palmeirense acompanhar esta Copa de perto, mesmo sem nenhum representante no Brasil.

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