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Palmeiras x Chapecoense: liderança intacta antes da Copa
Time alternativo, oito na fila da Copa do Mundo e a obrigação de fechar o semestre na liderança. O que esperar do Verdão contra a Chapecoense.

O que está em jogo na última rodada antes da pausa
O Palmeiras encara a Chapecoense no Allianz Parque pela 18ª rodada do Brasileirão e fecha aqui o primeiro semestre. Não é um domingo qualquer: é o último compromisso antes de o campeonato parar por semanas para a Copa do Mundo. O Verdão chega líder, com 38 pontos, mas a vantagem encolheu: o Flamengo venceu no sábado e reduziu a diferença para quatro pontos. E esse é justamente o número que vai ficar congelado na tabela durante toda a pausa — o que torna a vitória de hoje ainda mais importante.
Por isso o jogo pesa mais do que o adversário sugere. Vencer recoloca a vantagem em sete pontos e o Verdão entra na pausa sobrando. Tropeçar — com o Flamengo já tendo cumprido a rodada — congela a liderança em apenas quatro pontos, com o rival colado durante todo o recesso. A diferença entre passar a pausa tranquilo ou remoendo a chance perdida passa por 90 minutos.
A lista de desfalques: suspensos e convocados
O problema é que Abel Ferreira não terá o time titular à disposição. São três suspensos pelo terceiro amarelo: Andreas Pereira, Giay e Carlos Miguel. E há a leva da Copa do Mundo, que esvazia o elenco: as listas já saíram e os convocados se apresentaram às suas seleções, ou seja, estão fora do jogo de hoje.
- Na Copa do Mundo: o capitão Gustavo Gómez (Paraguai), Jhon Arias (Colômbia) e Flaco López (Argentina), artilheiro do time com 14 gols na temporada.
- Também convocados: Sosa, Maurício, Piquerez e Emiliano Martínez.
- Fora por lesão: Benedetti e Vitor Roque seguem no departamento médico.
Some tudo e dá para escalar um time inteiro só com quem fica de fora. Não é um desfalque pontual — é um desmonte temporário do time ideal.
Time alternativo não é time fraco
Time alternativo não é time fraco: é time diferente. Abel vai precisar confiar na base e em quem vem somando poucos minutos. E aí mora o problema: a referência no ataque vai ser Luighi, e a torcida não tem fé no garoto. Para boa parte do palmeirense, o número 31 já devia ter deixado o clube; depender dele para decidir uma partida é, no mínimo, motivo de apreensão. Que ele prove o contrário em campo — mas, até aqui, o que mostrou está longe de convencer.
Na zaga, o provável retorno de Bruno Fuchs dá liga a uma defesa remendada. No meio e na criação, Felipe Anderson e Allan assumem o peso de organizar as jogadas. Não dá para exigir a engrenagem azeitada do time titular — isso é honesto reconhecer. Mas dá para cobrar três coisas inegociáveis:
- Intensidade do primeiro ao último minuto.
- Posse de bola para sufocar o adversário e não deixar o jogo virar tira-teima.
- Capricho na finalização — criar muito e converter pouco, contra um time que se fecha, é o caminho da frustração.
O risco real: a armadilha do salto alto
É exatamente nesse cenário que mora o perigo. Líder contra um time que briga na parte de baixo, dentro de casa, na véspera das férias, com escalação alternativa: a receita clássica do vacilo. O corpo entra de recesso antes do juiz apitar, e o time se acha ganho antes de jogar.
A Chapecoense não vem ao Allianz para passear. Vem somar pontos na briga dela, e um empate ou uma vitória contra o líder vale ouro no projeto do adversário. Subestimar isso é o atalho mais curto para estragar um semestre quase perfeito bem na última curva.
A obrigação é uma só
No fim, o recado vale para qualquer escalação que Abel mandar a campo: fechar o primeiro semestre na liderança, com a vantagem intacta, e entrar na pausa da Copa com a cabeça tranquila. Sem facilitar, sem amaciar. Joga para ganhar com quem estiver disponível. Liderança não se administra de salto alto — se defende em campo, com intensidade, dos 0 aos 90.
