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Brasil x Egito: o time confirmado e o recado de Ancelotti

Ancelotti confirmou a escalação do último teste do Brasil antes da Copa — e avisou que o time titular do Mundial ainda não existe.

Por Palestrino Gomes··3 min de leitura
Brasil x Egito: o time confirmado e o recado de Ancelotti
Carlo Ancelotti, em treino da Seleção Foto: CBF Media Center
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Acabou a especulação: Carlo Ancelotti confirmou a escalação do Brasil para o último teste antes da Copa do Mundo. A Seleção encara o Egito neste sábado (6), às 19h de Brasília, em Cleveland, com quatro mudanças em relação ao time que goleou o Panamá — e com um recado do treinador que muda a leitura do jogo: o time titular da Copa ainda não existe. Em outras palavras, todo mundo está jogando por vaga.

O time confirmado — e os porquês

O Brasil vai a campo com Alisson; Wesley, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Raphinha; Igor Thiago e Vini Júnior.

As quatro novidades em relação ao amistoso contra o Panamá:

  • Marquinhos entra na vaga de Bremer;
  • Douglas Santos assume a lateral esquerda no lugar de Alex Sandro;
  • Lucas Paquetá e Igor Thiago entram nas vagas de Luiz Henrique e Matheus Cunha.

Atenção ao detalhe de Léo Pereira: não é disputa ganha, é circunstância. Gabriel Magalhães queixou-se de cansaço após a final da Champions e será poupado, já de olho na estreia. E Rayan, que chegou a aparecer entre os titulares no treino de quinta-feira, ficou fora — era teste mesmo. No gol, rodízio planejado: Weverton, do Palmeiras, entra no segundo tempo para ganhar ritmo. Neymar, em recuperação da lesão na panturrilha, nem viaja para Cleveland e fará novo exame na segunda-feira.

Como esse Brasil joga

Em coletiva, Ancelotti explicou o desenho: o Brasil defende no 4-4-2 — o que, para ele, é o que importa de verdade — e ataca partindo de um 3-2-5. Na prática, é uma linha de quatro compacta sem a bola que, com a posse, abre em cinco no último terço, com os laterais dando amplitude e Paquetá flutuando entre as linhas. É um desenho que pede um centroavante de área para ocupar o espaço — exatamente o motivo da chance de Igor Thiago.

As três disputas que seguem abertas

Se o time da Copa não existe, o que existe são disputas. Três, bem nomeadas:

  1. O camisa 9. Igor Thiago e Matheus Cunha têm características opostas — um é referência de área, o outro flutua e sai da zona do zagueiro. O sábado é a prova de Igor Thiago: se funcionar dentro do 3-2-5, a vaga da estreia é dele.
  2. A ponta direita. A vaga está aberta desde que Estêvão, cria da base do Palmeiras e dono natural da posição, ficou fora da Copa por lesão. Luiz Henrique começou contra o Panamá, Paquetá assume agora, Rayan foi testado durante a semana — três candidatos, nenhum dono.
  3. A zaga da estreia. Marquinhos é fixo; o parceiro só será definido quando Gabriel Magalhães voltar. A resposta, só no dia 17, contra o Marrocos.

O que precisa sair do sábado

O amistoso tem três obrigações claras: abastecer Igor Thiago de verdade, devolver ritmo de jogo a Paquetá e mostrar que a saída no 3-2-5 funciona contra um adversário fechado — porque é exatamente esse o jogo que o Marrocos deve propor na estreia. Amistoso de véspera não vale três pontos, mas vale vaga. E o próprio treinador avisou que tem vaga em jogo.

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