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Palmeiras vence com um a menos e fecha o turno na liderança

Desfalcado e com dez desde o primeiro tempo, o Verdão bateu a Chapecoense por 1 a 0 e fechou o turno líder, com folga, antes da pausa da Copa.

Por Palestrino Gomes··4 min de leitura
Palmeiras vence com um a menos e fecha o turno na liderança
Paulinho comemora gol do Palmeiras contra a ChapecoenseFoto: Marcos Ribolli
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Ganhar feio também é ganhar

Tem dia que o jogo bonito não vem, e tudo bem. O Palmeiras venceu a Chapecoense por 1 a 0 no Allianz Parque com praticamente um time B, jogou mais de meio jogo com um a menos e ainda assim somou os três pontos no último compromisso antes da pausa para a Copa do Mundo. Não foi um espetáculo. Foi uma demonstração de caráter — que numa reta de campeonato vale tanto quanto golear.

Quem assistiu sabe: o Verdão controlou a posse, sofreu no fim e segurou o resultado no sufoco. E é justamente aí que mora o mérito. Time desfalcado, com dez homens, contra um adversário que precisava da vitória como água, e mesmo assim saiu de campo com a vantagem na tabela ainda maior.

O time que sobrou — e competiu

Vamos ser honestos sobre o contexto. Abel Ferreira mandou a campo o que tinha. Gustavo Gómez, Piquerez, Flaco López, Sosa, Maurício e Jhon Arias já estavam apresentados às suas seleções para a Copa. Andreas Pereira e Carlos Miguel, suspensos. Vitor Roque, em recuperação de cirurgia no tornozelo. Sobraram os reservas e a base: Luighi de referência no ataque, Lucas Evangelista organizando o meio, Bruno Fuchs na zaga.

No papel, esse time era para penar. E penou. Mas competiu do começo ao fim, sem se entregar quando o jogo ficou ainda mais difícil. Para um elenco que perdeu metade dos titulares de uma vez, segurar a casa é um recado claro sobre a profundidade que o Palmeiras construiu nesta temporada.

Paulinho decide, Allan complica

O gol saiu do banco. Paulinho entrou para mudar um jogo travado e foi exatamente o que fez: apareceu na hora certa, depois da assistência de Felipe Anderson, e fez o único gol da partida. É o tipo de peça que resolve quando o time não consegue furar o ferrolho adversário.

O problema veio logo em seguida. A expulsão de Allan ainda no primeiro tempo transformou o restante do jogo numa batalha de resistência. Mais de meio jogo com um a menos, contra um time que se lançou ao ataque na marra. No fim, a Chapecoense chegou a balançar a rede — gol anulado por falta — e ainda teve um pênalti a favor, desperdiçado. O Verdão sobreviveu com unha e dente.

A tabela respira fundo

Agora a parte que interessa de verdade. O Flamengo cumpriu o seu papel no sábado e encostou. Mas o Palmeiras respondeu e reabriu a distância: líder com sete pontos de folga, fechando o primeiro turno na ponta. E sem o time ideal — com o que sobrou do banco e da base.

Somar três pontos num dia ruim, desfalcado e com dez, é exatamente o que faz um time de campeonato. Não é sobre atropelar todo mundo todo fim de semana. É sobre não tropeçar quando o jogo não quer entrar. E o Verdão não tropeçou.

Sem soberba: o que falta ajustar

Elogio dado, cobrança na mesa. O time criou pouco, faltou capricho para liquidar a partida e evitar o sofrimento do fim. A ausência de Andreas Pereira pesou na criação — sem ele, o meio perde inventividade, e isso vai precisar de resposta na volta da pausa. Segurar resultado com um a menos a esse custo desgasta, e contra adversários mais qualificados a conta pode ser diferente.

Mas chamar isso de vitória de sorte é não entender de bola. Sorte não segura jogo com dez homens por quarenta e cinco minutos. Isso é elenco, é organização e é um treinador que sabe administrar a partida quando o plano A vira fumaça. O Brasileirão para agora para a Copa do Mundo — e o Palmeiras para na frente de todo mundo. Que comece o segundo turno do mesmo jeito: ganhando, inclusive nos dias feios.

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