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Palmeiras x Junior: empate classifica, vitória vale o grupo

Verdão é vice-líder do Grupo F com 8 pontos. Empate classifica direto pras oitavas; vitória reabre a disputa pela liderança.

Por Palestrino Gomes··5 min de leitura
Palmeiras x Junior: empate classifica, vitória vale o grupo
Imagem gerada por Inteligência Artificial
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O cenário do Grupo F antes da última rodada

O Palmeiras encara o Junior Barranquilla nesta quinta-feira, 28 de maio, às 19h, no Allianz Parque, pela sexta e última rodada da fase de grupos da Libertadores. O Verdão chega na vice-liderança do Grupo F, com 8 pontos em cinco jogos: duas vitórias, dois empates e uma derrota. Acima do Palmeiras, o Cerro Porteño aparece com 10 pontos. Em terceiro, o Sporting Cristal soma 6. O Junior Barranquilla fecha a chave com 4 pontos, já eliminado da Libertadores, mas ainda com chance de garantir vaga nos playoffs da Copa Sul-Americana se vencer em São Paulo combinado com derrota do Cristal em Assunção.

Empate classifica — e por que isso não basta

A matemática é direta. Um empate em casa manda o Palmeiras direto pras oitavas de final. Mas classificar e liderar são coisas diferentes. Pra terminar o grupo em primeiro, o Verdão precisa vencer o Junior e ainda torcer pra que o Sporting Cristal segure o Cerro Porteño no Paraguai. Sem essa combinação, o time vai pras oitavas como segundo colocado, com risco maior de pegar um cabeça de chave logo na primeira fase eliminatória.

A derrota pro Cerro Porteño que custou a liderança

Duas rodadas atrás, o Palmeiras perdeu por 1 a 0 em casa pro Cerro Porteño, gol do argentino Vegetti. Foi naquele resultado que a liderança do Grupo F escorregou. Trataram aquilo como surpresa por aí. A leitura honesta é outra: posse de bola sem profundidade, dificuldade pra atacar uma defesa compactada e finalizações sem perigo real. Hoje, o Verdão paga o preço daquela noite. Joga o último cartucho da fase de grupos contra um time já eliminado e ainda precisa de tropeço alheio pra retomar a primeira posição.

Escalação provável e dúvidas de Abel Ferreira

A escalação provável do Palmeiras é Carlos Miguel; Giay, Gustavo Gómez, Murilo e Arthur; Andreas Pereira e Marlon Freitas; Allan, Martínez e Jhon Arias; Flaco López. Abel Ferreira tem dúvida no Martínez e pode optar por uma escalação mais ofensiva, com Maurício ou Felipe Anderson. Bruno Fuchs e Ramón Sosa, em transição entre departamento médico e gramado, não devem ser relacionados.

Em jogo de classificação aberta e liderança em disputa, a tendência é mandar a força máxima disponível desde o apito inicial. Não há cenário razoável em que poupar jogadores agora compense — a próxima fase só começa depois de o grupo estar fechado.

O que esperar do Junior Barranquilla

O Junior chega eliminado da Libertadores, mas longe de estar fora de combate. A vitória contra o Verdão, combinada com derrota do Sporting Cristal, garante o time colombiano nos playoffs da Sul-Americana — e time eliminado, sem pressão de classificação, com elenco solto, costuma ser pedra no sapato em última rodada de grupo. A história recente da Libertadores tem casos de sobra de gigantes que tropeçaram em times sem nada a perder na última rodada. Subestimar é o pior cenário possível.

A leitura tática é clara. O Junior joga compacto, com dois volantes e três meias, e aposta nos lados do campo, especialmente em transições rápidas. O técnico Alfredo Arias costuma armar o time pra suportar pressão por longos blocos e explorar a velocidade dos pontas em segunda bola. O Palmeiras precisa atacar pelos extremos, com Arthur e Giay subindo a linha, e cobrar o Flaco López a ocupar a área. Jogo travado é jogo que escapa.

O peso do mando de campo

O Allianz Parque é um dos estádios mais sólidos do continente em jogos decisivos da Libertadores. Em casa, na fase de grupos, o Palmeiras tem somado pontos com certa folga ao longo das últimas temporadas, sustentado pela pressão da torcida e pelo controle territorial que costuma impor. A questão de hoje não é se o Verdão joga melhor que o Junior dentro do Allianz — joga. A questão é se vai entrar com a intensidade certa pra resolver o jogo no primeiro tempo e poupar nervosismo no fim.

Em jogos decisivos da Libertadores sob Abel Ferreira, o Palmeiras tem histórico de gestão fria quando entra ligado desde o apito inicial e de sustos quando começa morno esperando o adversário se entregar. Hoje, não há margem pra começar morno. Há um título de grupo em disputa, ainda que dependa de tropeço do Cerro, e há a obrigação de não confirmar a queda pra segunda posição com um empate sem brilho.

Cenário ideal x cenário ruim

O cenário ideal pro Palmeiras está desenhado em duas linhas: vencer no Allianz e o Cristal tirar pontos do Cerro em Assunção. Resultado: Verdão termina o grupo em primeiro, com 11 pontos, e cai numa chave mais leve nas oitavas.

O cenário ruim é o empate sem brilho combinado com vitória do Cerro do outro lado. Joga o Palmeiras pra segunda posição e empurra o time pra enfrentar um líder logo no primeiro mata-mata.

O que cobrar do time

  • Pressão alta desde o apito inicial — não dar tempo do Junior se organizar
  • Profundidade pelos lados — Arthur e Giay como pontas auxiliares
  • Flaco López dentro da área, brigando por bola — não cair na função de tabela
  • Marlon Freitas e Andreas Pereira controlando a transição defensiva — Junior é perigoso no contra-ataque

Entrar em campo pensando em empate é o caminho mais curto pra perder o controle do jogo. O palmeirense que assistir hoje, às 19h, quer ver postura de quem foi líder do grupo e quer voltar a ser — não de quem se contenta com o ponto e olha pro lado torcendo pelo Cristal.

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