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Hoje tem Palmeiras na Copa: o Xerife e mais 2 na estreia do Paraguai
Mesmo de recesso, o Palmeiras está na Copa: Gustavo Gómez, Maurício e Ramón Sosa estreiam pelo Paraguai contra os EUA, com o capitão de braçadeira.

Mesmo de recesso, o Palmeiras entra em campo na Copa
Pode anotar: hoje tem Palmeiras na Copa do Mundo. E não é força de expressão. Enquanto o elenco curte o recesso e só se reapresenta em 21 de junho, três jogadores do Verdão entram em campo no maior palco do planeta — todos pela seleção do Paraguai, que estreia contra os Estados Unidos. O zagueiro Gustavo Gómez, o meia Maurício e o atacante Ramón Sosa dividem o mesmo vestiário na Albirroja. E um deles com a braçadeira no braço.
Para o palmeirense, é motivo de sobra para ligar a TV mesmo sem o time em campo pelo Brasileirão. A casa está representada no Mundial não por um, mas por três — e isso diz muito sobre o tipo de jogador que o clube formou e valoriza nos últimos anos.
O Xerife na primeira Copa da vida
O centro dessa história tem nome: Gustavo Gómez. Aos 32 anos, com quase oito de Palmeiras, o capitão vai disputar a primeira Copa do Mundo da carreira. Um zagueiro que já levantou praticamente tudo o que dava para levantar com a camisa do Verdão, referência de liderança e de entrega, só agora pisa num Mundial — e pisa como capitão.
Não é só o sonho pessoal dele que está em jogo. É o Paraguai inteiro voltando a uma Copa depois de 16 anos de ausência — o último Mundial da seleção foi em 2010. O peso dessa volta cai justamente nas costas de quem usa a braçadeira. O mesmo líder que organiza a defesa no Allianz Parque é o que vai puxar a fila paraguaia para dentro de campo. Ver o Gómez de capitão na Copa é ver, na prática, o tipo de referência que o Palmeiras ajuda a moldar.
Maurício, Sosa e três funções diferentes
Os outros dois não estão lá de passeio. Maurício é o caso mais curioso da colônia palestrina: nascido em São Paulo, brasileiro de nascença, ele tem avó paraguaia por parte de pai, naturalizou-se no início de 2026 e foi convocado pela primeira vez ainda no primeiro semestre. Vai jogar a Copa pela seleção do avô — vínculo de família legítimo, nada de atalho. É um meio-campista de criação e de chegada à área, exatamente o que vem mostrando sob o comando de Abel.
Já Ramón Sosa cumpre outro papel: velocidade. É o tipo de ponta que estica o campo e ataca o espaço nas costas do lateral. Contra uma seleção fisicamente forte e bem treinada como a dos Estados Unidos, ter um jogador de explosão para o contra-ataque pode ser decisivo. No fim, o Palmeiras não exportou só nome para o Paraguai: exportou liderança na zaga, criação no meio e velocidade na frente. Três soluções táticas diferentes.
Encarar o país-sede não é passeio
Convém manter os pés no chão. Estrear contra o dono da casa está entre os jogos mais difíceis que existem. Os Estados Unidos jogam diante da própria torcida, com estádio lotado a favor e toda a estrutura montada para eles. A pressão da arquibancada empurra para um lado só.
Mas é aí que entra a característica que o torcedor do Palmeiras conhece de cor. Gómez não é homem de tremer diante de plateia. E o estilo do Paraguai do técnico Gustavo Alfaro conversa com isso: seleção dura de bater, defesa compacta, bola parada perigosa e contra-ataque afiado. O pilar dessa defesa é o nosso capitão. Houve até um tempero extra na véspera, quando o próprio Gómez brincou que uma vitória sobre o país-sede deixaria "gente importante" por lá de cara amarrada. Seria uma zebra e tanto — com a mão do Palmeiras no meio.
O que isso significa para o Verdão
Há também a leitura prática. Enquanto o restante do elenco volta em 21 de junho para começar a montar o segundo semestre, esse trio retorna mais tarde, conforme o Paraguai avançar na competição. Ou seja: o Palmeiras inicia a preparação desfalcado dessas três peças — e quanto mais longe eles forem, mais tempo ficarão fora da reapresentação.
É um problema bom de ter. Bem melhor do que não ter ninguém da casa no Mundial. Ter o capitão e mais dois disputando uma Copa do Mundo é sinal de elenco competitivo e de jogadores cobiçados. Hoje, sem culpa nenhuma, o palmeirense torce pela casa — que joga de albirroja, mas é verde por dentro.
